sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

FERREIRA PINTO NO CENTRO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

"TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"


No espaço de oito anos, o Centro Municipal de Cultura (CMC) de Ponta Delgada já recebeu mais de uma centena de exposições de pintura, fotografia e artes diversas, quer de autores consagrados, quer de muitos outros que aproveitam este espaço para se lançarem no mundo artístico.
Na quinta-feira ao princípio da noite, foi inaugurada mais uma exposição, desta feita da autoria de Ferreira Pinto, um dos expoentes máximos das artes plásticas nos Açores.
Segundo disse a Presidente da Câmara, na cerimónia inaugural de “O Tempo no Tempo – Transcendendo o Espaço e o Tempo”, de Ferreira Pinto, esta é mais uma exposição que valoriza e orgulha o Centro Municipal de Cultura e a cidade de Ponta Delgada.
Berta Cabral considerou Ferreira Pinto como um dos maiores nomes das artes plásticas açorianas da actualidade, adiantando que a exposição que o artista tem agora patente no CMC é mais uma prova de que este espaço continua ao serviço da comunidade, divulgando grandes obras que valorizam Ponta Delgada.
Para a autarca, os espaços públicos devem estar sempre disponíveis para todos e o Centro Municipal de Cultura “orgulha-se de continuar a receber grandes artistas e de dar oportunidade a todos”.
Com mais esta exposição, adiantou Berta Cabral, o Centro Municipal de Cultura “mostra, mais uma vez, o seu sentimento de partilha com os nossos artistas locais. Estamos e estaremos sempre disponíveis para a realização de eventos que engrandeçam e projectem a nossa cultura, ao mesmo tempo que não nos substituímos aos agentes culturais; preferimos compartilhar com eles um espaço que é de todos”.
Como sublinhou a autarca de Ponta Delgada, “divulgar a cultura é abrir as portas do conhecimento a todos aqueles que desejam compreender melhor os Açores e os Açorianos que, nestas ilhas de futuro, insistem em honrar a nossa história e o nosso passado. E Ferreira Pinto concretiza, através do seu talento, uma cultura artística que nos lisonjeia e aproxima da arte, ao mesmo tempo que partilha connosco os seus gostos culturais naquela que é uma das manifestações mais sensíveis da humanidade – a pintura”.
“ Tempo no Tempo – Transcendendo o Espaço e o Tempo” vai estar patente até 21 de Março, na Galeria do CMC e mostra 21 peças em acrílico sobre tela da autoria de Ferreira Pinto, um nome de referência nas artes plásticas dos Açores, que procura, através da pintura, comunicar consigo próprio, com todas as pessoas e com a terra que o rodeia.
Açoriano por opção, Ferreira Pinto reside em São Miguel desde Junho de 1975. Viveu 26 anos em Luanda, Angola, e a sua vasta obra está representada no país e estrangeiro, nomeadamente nos Açores, Madeira, Porto, Lisboa, Brasil, Angola, Itália e Espanha.
Do vasto número de exposições que já realizou, destacam-se as individuais no Rio de Janeiro, em Boston, Lisboa, Porto, Madeira e Açores e as colectivas em Itália, Espanha, Brasil, Angola.
A exposição que Ferreira Pinto tem agora patente no CMC, pode ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 12h30 e as 13h30 e as 18h00. Aos fins-de-semana e feriados poderá ser visitada entre as 14h00 e as 18h00, estando encerrada a 16 de Fevereiro, dia de Carnaval.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

FERREIRA PINTO NO CENTRO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

TEMPO NO TEMPO

"TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"

Texto da Dra. Carmo Rodeia, publicado no jornal Açoriano Oriental, de 15 de Janeiro de 2010

"Em diálogo com o espaço e o tempo"

A mais recente exposição de Ferreira Pinto propõe-nos uma nova Luz que nos permite compreender uma cosmogonia emergente

Após “Tempo no tempo”, Ferreira Pinto, um dos nomes incontornáveis das artes plásticas açorianas, volta a expor em Ponta Delgada com o trabalho “Transcendendo o espaço e o tempo”.
Trata-se de uma exposição que nos propõe uma nova leitura cósmica, para além da atlântida, sempre revisitada ao longo da sua obra.
“Estes quadros são fruto da redenção e da esperança”, desenhando “novos caminhos” entre a “nova terra e os novos céus”, adianta Teresa Tomé no texto que integra o catálogo da exposição que a partir de hoje pode ser vista no Centro Municipal de Cultura, em Ponta Delgada.
Através deles o artista apresenta uma nova esperança, trilhando novos caminhos dessa nova cosmogonia onde se vislumbram novos desafios e uma nova etapa no relacionamento do homem com a natureza.
Partindo da ideia de que tudo está em mudança e que essa é a única certeza da nova realidade, Ferreira Pinto transcende-se. Na obra, e na ordem.
Menos pessimista e propondo um novo entendimento para essa nova ordem, este trabalho de Ferreira Pinto aponta para uma nova paz alcançada na relação entre a criação e o criador. Com uma serenidade que ultrapassa em muito outros trabalhos do autor.
“Transcendendo o espaço e o tempo”, quer pelo traço quer pelas formas e cores, apresenta-nos uma nova “luz”, embora voltemos a encontrar neste trabalho um desassossego permanente e constante na busca de explicações para aquilo que muitas vezes não pode ser explicado.
Com uma implacável originalidade, transversal em todos os seus trabalhos, Ferreira Pinto transforma, uma vez mais, a pintura num acto de universalismo autêntico e sem apologias de qualquer espécie, a não ser as suas dúvidas e inquietações para as quais procura respostas.
O movimento e a vida sempre presentes na pintura do autor, nascido em Luanda, aponta-nos para a chegada de um novo tempo, de mudança efectiva, onde a luz “é mais cristalina”, numa comovida declaração de amor à origem de tudo.
No centro desta exposição estamos no domínio “dos astros deuses que semeiam o firmamento e aqui tudo parece possível - o mapa dos céus desenhado, as estradas apenas condensadas nos símbolos que ainda falta desvendar”, remata Teresa Tomé, que não esconde o gosto pelo belo e pelo inesperado, a cada passo que damos nesta exposição, contactando com cada uma das 21 telas de Ferreira Pinto.
“Transcendendo o tempo e o espaço” acaba por nos propor uma cura para algumas das nossas inquietações, criadas e resolvidas pelo próprio pintor , “ a caminho de um astral mais puro”.
Com esta exposição, a mais recente do artista plástico, ascendemos a uma comunicação com o altíssimo.
Mais uma vez Ferreira Pinto, tal como Tabuchi, elege um “hino” aos Açores, numa comovida declaração de amor pela vida. Nas ilhas!


Dra. Carmo Rodeia

domingo, 17 de janeiro de 2010

FERREIRA PINTO NO CENTRO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

TEMPO NO TEMPO

"TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"

A locução do Dr. Luís Rocha,com a presença da Dra. Teresa Tomé, Ferreira Pinto, Dra. Berta Cabral e Dra. Susana Bettencourt.
 
Ivone Ferreira Pinto
 
Ferreira Pinto com Mercês Ponte
 
Ferreira Pinto e Carlos Brandão

Ferreira Pinto e Luis Rocha
 
Ferreira Pinto e Nuno Barbieri
 
Decq Mota, Ferreira Pinto e Dra. Berta Cabral

Gonçalo Pinto (neto de Ferreira Pinto)
concentrado na leitura do texto do quadro

 
Caty Pinto e Rodrigo Pinto (nora e neto de Ferreira Pinto)
 
Ferreira Pinto e Nuno Barbieri

Ferreira Pinto e São Melo

FERREIRA PINTO NO CENTRO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

TEMPO NO TEMPO

"TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"



A locução do Dr. Luis Rocha sobre a pintura de Ferreira Pinto, por ocasião da inauguração da exposição "TEMPO NO TEMPO - Transcendendo o Espaço e o Tempo"


Num Serão de amigos, há cerca de um mês, cometi uma imprudência que me saiu cara: o meu amigo Ferreira Pinto anunciou que ia fazer uma exposição de pintura - mais uma - e disse que procurava alguém que se dispusesse a escrever um texto para o catálogo e alguém que fizesse a apresentação da exposição. Ele não se dirigiu a ninguém em concreto nem precisou de o fazer, tal foi a persuasão das suas palavras que logo ali dois dos circunstantes se apresentaram voluntariamente para colaborar com o amigo. O catálogo, esse aí está pela mão de Teresa Tomé - e muito bem! É uma pessoa de cultura, de formação em História, realizadora de programas de arte lato sensu, enfim, está no seu meio como peixe na água. Quanto a mim, ainda estou por saber o que é que me deu naquele instante para dar um passo em frente e dizer: "António, conta comigo!". Não sou conhecedor de pintura, de artista apenas tenho o palco como meio de expressão; foi na verdade uma imprudência porque logo a seguir fiquei aflito: "O que é que eu vou dizer?". Mas longe de mim romper o compromisso. E depois, nada é por acaso (o acaso existe ... no dicionário), se eu o havia assumido é porque alguma razão haveria e a minha primeira tarefa seria descobri-la. E logo aí fiquei mais animado. Posta de parte a apreciação técnica, esta sim, completamente fora de questão, e mais bem entregue a muitos dos presentes, só me podia ser pedido que fizesse a leitura da mensagem contida nas obras agora em exposição. Sim, era isso que o António pretendia quando naquele Serão disse que gostava que alguém ... mas ao mesmo tempo olhou para mim de forma incisiva. Faço-o com muito gosto, mas não deixa de ser uma temeridade pois mesmo assim perante tão insigne audiência não é da forma que me sinto mais à-vontade.

Quem conhece o Ferreira Pinto, sabe que ele é homem de assumir as suas convicções sem medos nem eufemismos. Há pessoas que vieram a este mundo para comunicar pela palavra, outros pela escrita, o Ferreira Pinto veio para comunicar pela pintura. E é pela pintura que ele se assume como um ser intemporal algures numa linha de tempo.

Bem, é suposto nestas ocasiões apresentar o autor, e habitualmente costumamos ouvir os apresentadores dizerem que o autor é tão conhecido que dispensa apresentações. É o caso, mas mesmo assim, nesta matéria não pretendo ser muito parco em palavras. Não é relevante fazer aqui a história de vida do autor, mas é pelo menos importante que se faça o enquadramento da sua obra.

António Ferreira Pinto passou 26 anos em Angola e esse tempo marcou muito a sua pintura - as cores fortes, as cores quentes, a imensidade de cores diferentes, os contrastes bem marcados, os cheiros (sim a pintura tem cheiro) - tudo sensações que só quem passou por África consegue percepcionar em pleno. Foi um período em que ele passou à tela de forma muito vincada os 4 elementos da natureza - terra, fogo, água e ar. Para quem não teve oportunidade de ver algumas das suas exposições desta fase da sua pintura, aconselho a visitar a galeria na Internet onde as suas obras estão disponíveis para consulta.

Desde 1975 Ferreira Pinto trocou África pela ilha de São Miguel. Aqui se radicou e aqui se dá a sua expansão de consciência. Começa a introduzir o elemento ilha - reduz a diversidade de cores, aumenta as variantes de verde, mas depressa vê a ilha para lá do tempo. A ilha é o seu ancoradouro, ponto de partida para outras linhas de tempo num universo que ele procura agora compreender. E é essa reflexão que ele sente uma enorme vontade de compartilhar com todos nós. Sente-se como que imbuído por uma energia que ele projecta para a tela através da qual nos transmite a sua visão do cosmos, da vida para além do nosso tempo. Donde vimos? Para onde vamos? Que estamos aqui a fazer? O autor questiona-se e encontra as respostas dentro de si mesmo, no mais profundo do seu íntimo onde afinal tudo começa e acaba. É isso que ele nos pretende transmitir à saciedade numa profusão de sucessivas telas. O que é o Tempo? Será que ele chegou à compreensão do Tempo? Penso que sim. Segundo Ferreira Pinto nós somos um grão de areia num Tempo no Tempo. Difícil este conceito, sem dúvida, mas basta percebermos que o tempo é uma ilusão e que só existe no nosso espaço e o nosso espaço é uma realidade que só existe porque se manifesta num tempo. Para tentarmos compreender um pouco o que é a Vida (com V) temos de tentar transcender o espaço e o tempo. Temos de sair desta realidade virtual que é a vida na Terra, que é esta experiência humana fabulosa, esta aventura no espaço sideral simultaneamente neste Tempo no Tempo. A pintura de Ferreira Pinto mostra-nos como as diferentes realidades coexistem no Tempo, como elas se doam para que delas emirjam novas realidades, em novas linhas de tempo todas elas no Tempo que é tão-somente o Aqui e Agora. É por isso que ele inicia uma série de galerias todas subordinadas ao tema genérico "Tempo no Tempo", atribuindo depois a cada uma, uma temática mais agregadora; no caso presente descreve-a como "Transcendendo o Espaço e o Tempo" - uma obra composta por 21 quadros, na maioria inéditos. Não deixa de ser curioso que um homem das ciências exactas, engenheiro de formação, seja possuidor de uma altíssima sensibilidade capaz de trabalhar o abstracto com mestria - se calhar é porque a especialidade dele é telecomunicações e na realidade ele mais não faz do que comunicar à distância com a sua realidade superior - o seu EU SUPERIOR, o seu EU SOU esotérico que está presente em muitos dos seus quadros, umas vezes bem visível outras vezes de forma mais subtil.

A obra desta fase, eu diria espiritual, obrigou a uma reorganização da sua paleta que agora se apresenta fundamentalmente em tons de dourado, rosa, prata e branco, de forma a poder transmitir-nos a Luz que irradia do universo, a Luz que é fonte da Vida, a Luz que nos sustém na linha de tempo em que nos encontramos e que nos está a conduzir para um outro Tempo. Dos quatro elementos que figuravam na primeira fase, o autor passa para o 5º elemento - o éter. Todas as formas expressão/pensamento ficam agora gravadas para a eternidade, impregnadas no éter.

Toda a sua obra aqui exposta tem uma mensagem que a trespassa de forma muito vincada e que eu sei que é muito cara ao autor ? Serenidade. Todos temos a percepção de que algo está a mudar no planeta. Mesmo aqueles pouco atreitos à espiritualidade pressentem no mais íntimo do seu ser que algo está latente e que em breve viveremos uma nova realidade - um novo Tempo. Cientificamente é já admitido que a Terra está a efectuar uma trajectória planetária que conduzirá em breve a alterações energéticas decorrentes de campos magnéticos que ela atravessará (ou mesmo já começou a atravessar) e que terão consequências na vida do planeta. Numa visão espiritual, sabemos que o planeta está numa fase de ascensão, ou seja, está tão-somente a mudar a sua vibração de 3ª para 4ª dimensão - a isto se chama evolução ou se quisermos, ascensão. Qualquer que seja a abordagem, ela implica alterações, ajustamentos - é um caminho inexorável.

O fio condutor da obra agora exposta é a ascensão do planeta. Mas o autor rejeita de forma consciente os arautos da desgraça e os falsos profetas. Vejam como a sua obra irradia calma e tranquilidade. Em alguns quadros vemos o caos, sim, mas mesmo nesses casos a Luz está sempre numa posição cimeira, triunfadora, qual farol que nos guia no meio da tempestade; o caos contém ele próprio a semente do renascimento, qual Fénix que renasce das cinzas. O caos atrevo-me a dizer que será tanto mais caótico, passe o pleonasmo, quanto mais assim o visualizarmos e o impregnarmos nas nossas células. Esta desmistificação pretende o Ferreira Pinto transmiti-la através da sua pintura.

Em Ferreira Pinto os mundos nascem e morrem numa trajectória de experienciamento que a vida, seja qual for a sua forma, física ou etérea, realiza. Cada mundo cria a sua realidade, nem certa nem errada, é a sua. Logo no primeiro quadro percebemos que há múltiplos caminhos, todos eles são "um" caminho, todos eles são "o" caminho, o universo é paciente, não tem pressa, a eternidade é mais um Tempo no Tempo de que nos fala o autor; assim o despertar das consciências se faz caminhando, cada um a seu ritmo, cada um a seu tempo, sem julgamento, apenas em pleno respeito pelo outro.

Esta exposição coloca à nossa frente um novo paradigma - a bonança. A humanidade está desestabilizada, confusa. Temos obrigação de pacificá-la. O Ferreira Pinto sente isso mais que ninguém, e por isso aqui está a sua obra a testemunhá-lo.

ESTÁ TUDO BEM!

Bem-hajas António!
Luís Rocha

Ponta Delgada, 14 de Janeiro de 2010

FERREIRA PINTO NO CENTRO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

TEMPO NO TEMPO

"TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"


Texto da Dra. Teresa Tomé, para o catálogo da exposição de Ferreira Pinto - "TEMPO NO TEMPO - TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"


A seguir a "Tempo no Tempo", Ferreira Pinto expõe "Transcendendo o Espaço e o Tempo".
O artista descola-se em definitivo de uma realidade que pré existiu em memória - terras do perdido continente dos Atlantes - Tempo de Crucificação da Atlântida.
Aqueles violentos vermelhos, a terra que se precipita pastosa, que em torrentes se jorra no mar coalhando-o de escombros, a vida que se despenha, a sabedoria que se perde, o sangue que se derrama, a beleza que totalmente se arruína dando início ao tudo que é preciso recomeçar, é a Atlântida perdida.
Desaparece todo o continente, a maravilhosa, leve, orgulhosa civilização atlante e fica a memória que manter-se-á ao longo dos milénios seguintes, no início fresca e dorida e depois gradualmente por via do tempo, transformando-se em Mito.
O registo Akáshico guarda toda a dimensão da tragédia que doravante fica pertença do inconsciente colectivo.
É então que surge a obra dos artistas - pintores, músicos, escritores, artesãos, realizadores de cinema, gente que trás consigo mais activas as sementes da co-criação. São seres inquietos, que mais ninguém entende, vagueiam pelos ateliers, telas e folhas em branco, visualizam as pautas por preencher e no seu febril estar, tomam de assalto o inconsciente da humanidade. E, encontram a Memória, e precisam de exorcizar a Memória, e precisam de curar a Memória.
É isso que faz Ferreira Pinto neste percurso dos últimos anos. "Tempo no Tempo" é de natureza Akáshica, "Transcendendo o Espaço e o Tempo" já não é. "Transcendendo o Espaço e o Tempo" trás a cura, eleva-se definitivamente a caminho de um astral mais puro.
Estes quadros são fruto da redenção e da esperança e definitivamente propõem uma nova cosmogonia.
Entrada a civilização da Galáxia na nova Era de Aquário, Tempo da Luz, Quinto Império ou Idade do Espírito Santo, Ferreira Pinto desenha novos caminhos e ajuda a descerrar o véu que ainda cai sobre a Nova Terra e os Novos céus.
No primeiro quadro da mostra podemos ver como foi "Tempo no Tempo" - rubro de dor, rubro de violência, vermelho do medo, mas já a esperança, já um novo céu, já uma nova Luz, já um outro alento. Depois vamos seguindo. Um por um, estes quadros abrem-se a novas verdades e outros despertares que não apenas os das madrugadas humanas.
Estamos perante o céu de Platão, cortados que foram os grilhões dos que antes viveram acorrentados na Caverna, tomando por realidade aquilo que era apenas sombra. Solta-se a ilusão, liberta-se o homem, rasgam-se os sentidos. Vamos de leveza em leveza, de cor em cor, cada vez menos densos, cada vez mais luminosos. O artista mostra-nos de perto, grandes planos de outros mundos. O planeta é rosa, amarelo, suave, interage com os outros planetas e estrelas - retoma a sua plena alegria. Gaia é o Ser Divino, esquecido desde Atenas, soterrado juntamente com os gregos. Desenham-se tubos de luz que põem o universo de novo em comunicação com Deus, Deusa.
Generosamente o artista mostra-nos como é. Sobretudo a partir da cada vez mais etérica paleta de cores, mas também das figuras, manchas e símbolos sempre mais suaves ou ainda e também do ritmo que corre cada vez mais fluido - ao espectador é desvendado um pedaço do devir.
No centro da exposição estamos no domínio dos astros deuses que semeiam o firmamento e aqui tudo parece possível - o mapa dos céus desenhado, as estradas apenas condensadas nos símbolos que ainda faltam desvendar. Esteticamente é bonito e apetece tudo recriar, aqui uma estrela, o rasto de um cometa, um raio dourado de Hélio e ou a marca triangular da divindade. Se na imaginação rodarmos a estrela transcenderemos o espaço e claro que o tempo e seremos levados no fio da espiral numa alucinante viagem que vai de alfa a ómega. Encontraremos no fim ou finalmente, conforme a impaciência do espectador, a divindade.
Alçado nos caminhos da Surrealidade Mística, Ferreira Pinto conduz-nos a esses domínios do inesperado.
Nos dois últimos quadros chegamos ao fim da primeira etapa, estamos perante a Paz alcançada através do incondicional amor por toda a obra do Criador que se transcende em unidade com a criatura criada. São os mais místicos de toda a mostra, são para já o alfa possível.

O artista "Transcendeu o Espaço e o Tempo".

Teresa Tomé

Ponta Delgada, 29 de Dezembro de 2009

FERREIRA PINTO NO CENTRO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

TEMPO NO TEMPO

"TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"



Texto da Dra. Ema Cunha de Mendonça, para o catálogo da exposição de Ferreira Pinto - "TEMPO NO TEMPO - TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"

Transcendendo o Espaço e o Tempo revela-nos uma nova faceta na pintura de Ferreira Pinto. A sua arte, de qualquer modo, e como sempre, aguça-nos o espírito, levando-nos a questionar sobre o mundo em que vivemos para além de nos enriquecer e elevar.

Ferreira Pinto surge-nos, agora, como cidadão do cosmo, quer viajando através de espaços de liberdade, rumo a uma nova direcção mais leve e subtil, quer apreendendo a natureza dinâmica do universo, no seu eterno movimento de avanço, em direcção à mudança, inerente e constante da vida.

A profusão de traços, formas e cores utilizadas pelo artista poder-nos-ia transmitir a sensação de caos; conduz-nos, simultâneamente, porém, a um turbilhão de emoções, a uma explosão de alegria, a uma promessa de Luz , a um espaço de Serenidade e Harmonia.

Por outro lado, o artista manifesta uma incessante preocupação de explicar o inexplicável. Considero mesmo ser a Busca, o leitmotiv da sua pintura da qual ressalta, não poucas vezes, um certo desassossego, característico, aliás de uma mente que procura e produz uma tal diversidade de coisas, cuja multiplicidade se esfuma, dando lugar à unicidade absoluta.

Assim, transparece a consciência da unidade e mútua inter-relação de todas as coisas, transcendendo a noção de indivíduo isolado e identificando-se com a realidade última. Tudo é parte interdependente e inseparável de um Todo Cósmico, liberto do Espaço e do Tempo.

Ema Cunha de Mendonça

Ponta Delgada, 13 de Dezembro de 2009


FERREIRA PINTO NO CENTRO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

TEMPO NO TEMPO

"TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"

Dimensões: 120 x 90 cm
Material: acrílico s/tela
ano: 2009

Dimensões: 73 x 60 cm
Material: acrílico s/tela
Ano: 2009

Dimensões: 90 x 60 cm
Material: acrílico s/tela
Ano: 2009

Dimensões: 120 x 90 cm
Material: acrílico s/tela
Ano: 2009

Dimensões: 50 x 50 cm
Material: acrílico s/tela
Ano: 2009

FERREIRA PINTO NO CENTRO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

TEMPO NO TEMPO

"TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"

Dimensões 50 x 50 cm
Material: acrílico s/tela
2009

Dimensões: 80 x 80 cm
Material: acrílico s/tela
2009


Dimensões: 73 x 53 cm
Material: acrílico s/tela
2009

Dimensões: 80 x 80 cm
Material: acrílico s/tela
2009

FERREIRA PINTO NO CENTRO CULTURAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

TEMPO NO TEMPO

"TRANSCENDENDO O ESPAÇO E O TEMPO"

Dimensões: 90 x 60 cm
Material: Acrílico s/tela
Ano: 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

FERREIRA PINTO EXPÕE NO RESTAURANTE "A LOTA"

Ferreira Pinto apresenta
os seus mais recentes trabalhos no Restaurante "A Lota". 

A conjugação da arte com a boa gastronomia, num moderno espaço como o do excelente restaurante "A Lota", patrocinado pela Câmara Municipal de Lagoa, representada pelo seu presidente, foi o mote para este evento, que teve o seu ponto mais alto, no acto da sua inauguração, no último sábado, 7 do corrente mês.

GAIA EM FASE VERDE
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 73 x 65 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009

O que está acontecendo com a Terra? Por que estão todas estas mudanças a acontecer? Poderá pensar-se em tragédia global? Não! Será que a única tragédia é a humanidade viver uma vida vazia, uma vida sem interioridade, virada para fora do seu centro, competitiva e de enorme apego à materialidade e distante do Amor? ...

NESTE NOVO TEMPO
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 80 x 60 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009


É chegado um tempo de mudança. De mudança efectiva, para um tempo de Luz, pura e cristalina. O ser humano, neste nascer de um mundo novo, sente, através dos seus receptores internos, um apelo grandioso no sentido de aligeirar o peso que carrega há muito, muito tempo. Está na altura de acender a Luz e de abrir as asas e voar, sem olhar para trás e então, amar o que está para a frente e não o que ficou para trás.


ENERGIA PARA UMA NOVA LINHA DO TEMPO
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 70 x 50 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009


A humanidade está num momento de profunda mudança. Tudo à sua volta está em mudança constante. Parece que nada é garantido, a não ser a própria mudança. No entanto, a turbulência, o caos e a queda aparentes são vitais para que a ela siga adiante, deixando para trás, definitivamente, a ilusão que tanto tem turvado o olhar e impedido de ver a verdadeira Vida.

TRANSIÇÃO PLANETÁRIA I
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 50 x 50 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009

Há um processo de transformação da Terra em marcha. Este processo, assemelha-se ao processo de transformação a que o ser humano está sujeito. A Terra faz a sua entrega total ao processo, enquanto o ser humano, indiferente, a faz ou não. Este, não é um tempo de indecisões. Ou a humanidade entra no processo, ou então quando acordar da ilusão que criou, será tarde demais e continuará imbuída dos velhos padrões de energia, incompatíveis com os padrões da Nova Terra. Portanto, aqueles que escolherem vibrar com a nova Terra terão os seus processos de transformação acelerados; os que resistirem à mudança, ficarão num intenso conflito, em tensão e em fricção.

FARÓIS DE LUZ LIQUIDA
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 80 x 60 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009

Abramos os nossos olhos interiores e vejamos a Luz que nos envolve a todos. Experienciemos a profundidade da alegria pura que está à disposição de todos nós, através dessa Luz. Aumentemos o nosso corpo, já de si luminoso, com mais Luz e estaremos assim a criar condições de dissolução de toda a negatividade e de poder de transmutação, suavidade e cura, tão necessário neste tempo de transição planetária.

SETE CIDADES EM FASE DOURADA
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 73 x 65 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009

NO CUME DA MONTANHA, O AZUL LIQUIDO DO SILÊNCIO
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 50 x 50 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009

TEMPO DE LIMPIDEZ, TRANSPARÊNCIA E FLEXIBILIDADE
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 50 x 50 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009

LUZ MAIOR I
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 70 x 50 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009


MUNDO DA ENERGIA FLUÍDA
autor: Ferreira Pinto
tema: Tempo no Tempo
No Reino da Luz Liquida – o 11 na restauração da malha magnética
dimensões: 73 x 65 cm
Acrílico s/ tela
ano:2009

Depois da inauguração, um grupo de amigos ficou para um divertido jantar.

José Jacinto, Silva António e Ferreira Pinto

Luis Miguel, Maria do Céu, Gonçalo ( neto de Ferreira Pinto), José da Estrela e Mariana Munnôs

Mariana Munnôs e Mercês Ponte